O Romance do Vaqueiro Benedito

Espetáculo de Teatro de Mamulengos que conta a história do amor proibido de Benedito mais Margarida. Como ela está grávida, eles fogem com o Boi Estrela para a cidade, onde enfrentarão as dificuldades naturais da vida e a perseguição do terrível Capitão João Redondo.

Os personagens deste romance são bonecos bem brasileiros, como Zé da Sanfona, Rosinha do Bole-bole, Palhaço da Vitória e Janeiro-Vem-Janeiro-Vai. Outros têm parentesco com a Commedia Dell’Arte, como o Doutor-Mané-Vou-Lá-Hoje e Briguelinha. Outros, ainda, são mitológicos, como a Alma da Defunta Sem Vergonha, José Lusbel Tufá e o Jaraguá, ou animais simbólicos, como a Cobra Grande Carpina, o Boi Estrela, o Urubu Limpa Mundo e o Passarinho Boa Nova. Muitos mais podem entrar, ao sabor dos improvisos e da comunicação direta com o público. Sempre tratando questões que se universalizam. Baseada na capacidade de improvisação e no espírito cômico do mamulengueiro, cada “brincadeira“ é única, revelando uma estética singular, em permanente estado de transformação e, ao mesmo tempo, tradicional, milenar e universal.

O espetáculo é uma criação premiada do brincante, palhaço e ativista Chico Simões, pesquisador incansável das culturas tradicionais, que já viajou por todo Brasil e por mais 25 países com seus brinquedos encantados, ao longo de sua carreira de mais de 30 anos.

Duração: aproximadamente 50 minutos

Mateus da Lelé Bicuda

O palhaço Mateus da Lelé Bicuda, morador da Volta Funda, é benzedor de costelas e rezador de cacunda. Camelô, mágico, ventríloquo, mamulengueiro, brincante de Reisado, Bumba meu Boi, Guerreiro e Folia, formado nas feiras, festas e festivais do mundo. É contador de histórias de amor e de guerra das terras de São Saruê, onde vive tudo que se imagina e a máscara mais revela que oculta. Os causos fantásticos deste menestrel contemporâneo prometem benzer e bendizer os presentes, brincar para e com o público, que terá notícias e participará das cenas e diálogos cômicos e críticos sobre questões sociais, políticas, religiosas e éticas do mundo atual, das artes e outras manhas da cultura popular brasileira.

Bumba meu Mamulengo

Homenagem póstuma ao Mestre Teodoro Freire, do Boi de Sobradinho/DF (1920-2012) e ao Mestre Solón Alves, do Mamulengo Invenção Brasileira (1920 – 1987), ambos falecidos em Brasília.

O espetáculo reúne brincadeiras e brincantes, retratando nos mamulengos, ao ritmo do Boi maranhense, personagens e histórias vividas por esses mestres em suas andanças pelo Brasil. Teodoro se transforma em Pai Francisco e Mestre Solón será Mateus, dois vaqueiros viajantes dispostos a mostrar em terras distantes brinquedos, trabalhos, vidas e culturas que nos identificam como brasileiros e identificam o Brasil no mundo.

Catirina, Capitão, Caboclinhos, Cazumbás, Soldados da Polícia, Cobra Grande, Urubu, Ema e o Boi são alguns personagens que se farão presentes nesta montagem, além de aboios e loas com sotaques maranhenses e sertanejos, vestuários e bordados característicos das duas tradições vão se fundir com imagens de uma Brasília sempre em construção.  Os bonecos utilizados na montagem são do acervo do Mamulengo Presepada (legado de Mestre Solón), vestidos por figurinos confeccionados pelas bordadeiras do Boi Seu Teodoro. O resultado é uma montagem teatral/brincante celebrativados mestres e de nossas nossas raízes no ar de Brasília.

A Chegada do Mamulengo no Reino do Cavalo Marinho

 

A Chegada do Mamulengo no Reino do Cavalo Marinho une dois universos em uma brincadeira: o do Teatro Popular de Bonecos (Mamulengo) e o Cavalo Marinho, importante expressão da cultura popular, localizada na Zona da Mata Pernambucana. O projeto contou com a participação de vários brincantes da cidade, e também dos Mestres Chico Simões, do Mamulengo Presepada (DF) e Aguinaldo Silva, do Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Pernambuco.

Os folguedos populares do Nordeste brasileiro são expressões culturais carregadas de simbolismo e encantamento. Uma amálgama de cores, música, devoção, mistérios e poesia. Buscando aprofundar nessa fonte, o grupo taguatinguense Mamulengo Presepada realizou um apurado projeto de pesquisa sobre as relações de identidade entre os dois brinquedos mais teatrais da Zona da Mata de Pernambuco: o Mamulengo e o Cavalo Marinho. Ambas são expressões culturais registradas como patrimônio cultural imaterial brasileiro, pelo Iphan.

Somada à bagagem dos 35 anos do Mamulengo Presepada, a pesquisa centrou-se em uma viagem rumo a Pernambuco para vivenciar os festejos do Cavalo Marinho, durante o ciclo natalino. Foram dois dias de festa na Casa da Rabeca, em Olinda, e duas semanas de celebração e vivência nos terreiros da Zona da Mata, onde diferentes grupos brincam Cavalo Marinho no período de festejos dos Santos Reis.

De volta a Brasília, o grupo acolheu para uma residência artística de intercâmbio o Mestre Aguinaldo Silva, do grupo Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Condado (PE). Ensaios no Ponto de Cultura Invenção Brasileira, em Taguatinga, uniram Mamulengo Presepada, Mestre Aguinaldo e brincantes convidados em mais dois meses de trocas e aprendizados sobre a dança, a música, o bordado e a encenação do Cavalo Marinho.

A interação e similaridades entre esses dois fantásticos folguedos e seus brincantes culminou na criação do espetáculo “A Chegada do Mamulengo no Reino do Cavalo Marinho”. A estreia está marcada para os dias 4, 5, 6 e 7 de maio, no Ponto de Cultura Invenção Brasileira. Depois, segue para o Espaço Imaginário Cultural, em Samambaia, nos dias 20 e 21. A entrada é franca e livre.

 

Oficina: A Arte Secreta do Mamulengo

Oficina sobre o trabalho do ator/brincante no Teatro Popular de Bonecos. Aborda aspectos internos da brincadeira, incluindo técnicas desenvolvidas por Chico Simões, que podem contribuir com a prática da relação dos atores ou brincantes com seus bonecos.

Voltada para atores bonequeiros, inclui construção de bonecos de madeira e tecido, exercícios físicos e vocais e a combinação desses elementos em jogos e brincadeiras com música ao vivo, além de investigações sobre o que se pode chamar “a dança dos bonecos”.

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